25 julho, 2007

Adeus à coletividade

André Luiz Martins Pereira

Percebo que não nasci para esta época. Não quer dizer que mereceria uma futura ou passada. Apenas não mereço esta.
Ocorre que a chamada para a vida coletiva não me satisfaz. Sinto, verdadeiramente, um fluxo vital se despender por rumos egoísticos. Talvez maléficos. Certo estou de que não são benéficos. Há tempos acreditava no maniqueísmo. Hoje apenas nas interfaces. Também pouco importa a verdade presente neste universo humano. Acreditava bastante na potencialidade do caráter humano: criações e pensamento. Esclarecido, pude recorrer a este sem muitas dificuldades cognitivas. Algumas sentenças, às vezes, mostravam-se embasadas, sobretudo.
Estou vivendo em estado de impropriedade. Os pensamentos estão se deslocando para aspectos do cotidiano rapidamente, sobrecarregando-o. Incorre uma fundamental dificuldade: não sei lidar com a finitude. E quem sabe? Com o que compreende o fim de uma forma fortemente incompleta, afinal não possuo trabalho. Ocioso, respiro com dificuldade, como sem perceber ao degustar o alimento o gosto, ver a realidade semelhante a flashes e cenas embaraçadas, e por fim, emocionar-me raramente, de maneira que o sentimento é tão desenxabido e seu reflexo em meu íntimo é também espaçosamente ínfimo.
Os dois pensamentos a que me refiro são o de estar doente e de estar impossibilitado de poder seguir interesse profissional. O primeiro está diretamente ligado ao tratamento que destino à finitude. Já o outro, percebo sem muitos detalhes, está na faculdade de aplicar a inteligência e o raciocínio relacional na burocracia.
Faço pouco menos do que deveria por mim, confesso. Até este instante destinei muito tempo de mim para a coletividade. Meu prazer, meus sonhos, meus anseios e pretensões estavam originariamente a propósito de outrem. As angústias, fraquezas, necessidades básicas e específicas, gostos exóticos, ofensas, incompreensões etc. Entretanto, neste instante cônscio, não sei se poderei reverter este esforço uma vez dado de pouca fortaleza e propriedades físicas limitadoras.
Compreendo profundamente os erros como se não quisesse vestir conforto no decurso do inverno gélido.
Falta preencher esta imensa lacuna, ou talvez várias pequenas lacunas aglutinadas. Se confirmar o que me aprisiona em pensamentos delirantes obterei duas sentenças: assumi uma compreensão (esclarecimento) sobre o devir claramente insuportável e não pertencer mais a esta época. Não desejo viver mais nu, além de estar, agora, sujo. Como poderei ser enxergado pela coletividade, a que sempre me preocupei, desse modo? Mesmo despedindo ainda me preocupo com ela. Este país não me merece ou nunca me mereceu porque eu não me respeitei o bastante para usá-lo. Quero dizer adeus à coletividade por desistir.

08 dezembro, 2006

Vinda

Sabes daquele teu coração espinhado?
Sabes, não? Pois é meu também.

Hoje vejo menos claramente. E o melhor é o quanto as nuvens fazem sumir a minha dor, só pela manhã.
Por enquanto, nutro um enfraquecido desejo de sobrevivência.

Tu me faltas...
Tu me amas...
Tu me desejas...

Como posso ser tão egoísta e pensar somente em mim, aqui sozinho, se tu existes a distância?

14 novembro, 2006

Cotidiano

Segunda-feira (ensolarada)

- Dar-te-ei esculachos, menino vadio!
- Dê-me o que quiseres, mas saiba... contarei tudo a mamãe!

- Vô virá a mão na tua cara, vadia!
- Bate que eu quero vê, bate seu puto de merda! 
Terça-feira (parcialmente nublada)- Sabes dos teus estudos, menino?
- Sei sim, certamente os farei.
- Vá estudá desocupado!
- Apá merda.
 

Quarta-feira (ensolarada)
- Cuidas da vida de tua mãe e verás o que ela fará quando descobrir.
- Minha preocupação é acerca de minha vida... somente.
- Fica mexendo nas coisas da mãe, fica...
- Não enche o saco, merda!

Quinta-feira (nublada e ventando)
- Cuide de te cobrir com o manto quando a brisa condensar.
- Assim o farei. Ah! Diga onde estão os meus sapatos...

- Leva o casaco guri!
- Valeu!

Sexta-feira (garoando)

- Cuidado com o chocheiro do Lord. Ele é arredio como o eqüino.
- Sei diferenciar a insensatez da força bruta.

- Ó o carro guri estúpido!
- Tô vendo ô!

Sábado (chovendo e ventando fraco)
- Viste os anúncios sobre a guerra? Viste? Responde logo menino, por favor!
- Absolutamente, estão em cima da escrivaninha. Conto depois.

- Cadê o jornal? Eu deixei aqui!
- Levei lá pra sala. Vê lá!


Domingo (chovendo ininterruptamente)- Sirva o menino criada. O peixe.
- Sim senhora.
- Estou grato.

- Dá ai o frango...
- Ó mãe! Ele pegou tudo!
- Peguei mesmo, tô com mais fome que você.

13 novembro, 2006

Pitangas e a pitanga

O cheiro da pitanga branca entorpece
A pitanga branca encanta
O que fazeis, querido, essa hora?
A hora do entardecer?

Foram tuas mãos que ensaboaram a lascívia
Foram teus olhos que me cansaram
Foram teus desejosos toques que me provaram
Corpos
Corpos exalando frescores
Um aroma bandeirante
Um aroma café com leite
Um aroma pantaneiro

Quantos corpos?
Quantos toques? Apaixonados?
Encantados?
Quantas maneiras de exaltar outrem?
Três corpos
Ensaboados
Frescos, frescos como pitangas
Pitangas brancas
Brancas
Pitangas e pitanga

Eram vós pitangas
Somente vós
Não a pitanga
Somente a pitanga

Quantos corpos?
Quantos toques encantados?
Quantas maneiras de exaltar outrem?
Três corpos brancos
Três amantes brancos
Frescos
Frescos como pitangas

Amarelou a cor da pitanga
Amargou o gosto das pitangas
Cor de pitanga, gosto de pitanga
E as pitangas?
Não sei mais
Foi a pitanga
Por pouco não foi sofreguidão

Macieza das pitangas
O amargor da pitanga
Sob ávidos toques
São encantos duradouros
Distante exclamou pitanga:
“Saudades de ti
Espero ouvir-te logo
Desejosos beijos de pitanga!
Teu novo amor.”

Eram vós pitangas
Somente vós
Não a pitanga
Somente a pitanga

14 outubro, 2006

Brasão - Mário Faustino

Brasão
Mário Faustino


Nasce do solo sono uma armadilha
Das feras do irreal para as do ser
- Unicórnios investem contra o Rei.

Nasce do solo sono um facho fulvo
Transfigurando a rosa e as armas lúcidas
Do campo de harmonia que plantei.

Nasce do solo sono um sobressalto.
Nasce o guerreiro. A torre. Os amarelos
Corcéis da fuga de ouro que implorei.

E nasce nu do sono um desafio.
Nasce um verso rampante, um brado, um solo
De lira santa e brava - minha lei

Até que nasça a luz e tombe o sonho,
O monstro de aventura que eu amei.

18 setembro, 2006

Gata Morena

Foste embora, gata.
Gata branda, malhada.
Foste embora, gata.
Gata morena, malhada.

A corujinha ainda vive ali, na beira.
A arara pousa ali, nas altas.

Foste embora, gata.
Gata parda, malhada.

Tua dança incorporou nas raízes desta cidade.
Morena como tu.

Foste embora para a Garoa.
Alguns víveres da Morena sentem tua falta, alta.

17 julho, 2006

Verde domingo

Cores claras abraçavam teu leito. Linda cor verde... a mesma cor que me aprazia.
Domingo... nunca desejei bem o domingo...
Deitado... coberto... certo como bloqueio. Defeso pela situação e, ao mesmo tempo, indefeso por minhas palavras.
Quisera não te fazer sofrer. Quisera...
Nem ao menos me preparei e tu, sincero, não me aprisionaste. Por quê? Questões? Estávamos cientes da verdade. Eu mudo. Sabias da razão de minha visita e nem sinalizou...

Não pude evitar os olhares ontem à noite. Não pude contemplar-te com outra intenção. Não pude procurar-te com o mesmo vigor de outrora.
Procurei, procurei...
Estava atrás da afirmação. Veio ao deitar.

Pude contornar ao nosso favor, mas não completamente ao meu.
Emocionei-me. Certamente pelas sensações que, graças a ti, certificaram-me da existência de um coração dentro de mim.

Verde. É a cor da alegria. Adornava teu corpo. Um rosto puro. Bela forma desenhada pela providência divina. Seria ela a responsável por nossa união?
Verde. É a cor da tristeza. Enxugava tuas lágrimas. Sinceras! Encantadas. Emotivas. Egoístas, pois pensavas apenas na solidão que o aguardava.

Verde é a cor da minha condenação. Resultado de bem-me-quer.

Amanhã não serei o mesmo. Tua ausência marcará friamente meu peito.

Saibas que me esforcei. Imagens lindas carregarei.
Hoje dou-te gratidão e amizade. O que me dará?

Foste o primeiro presente mais belo, puro e límpido que já recebi.
Foste a primeira constatação de que sou humano.

Saibam... foi a Pureza que fez a Liberdade chorar.

“É um tchau, não um adeus.”

Resta-me uma pergunta: Por que me negaste um abraço?

23 março, 2006

Você e eu. O que está acontecendo conosco?

É muita pretensão, mas mesmo assim vou continuar.
As vezes nós nos engamos. Eu me enganei com você e você com os outros. Foi culpa sua se distanciar de mim... foi culpa minha não ter ido atrás de você.
Mas tudo isso passou e o que importa agora é o seu coração.
Estive muito próximo de você, não sei se sabe disso... o que sinto não interessa mais. Apenas a preocupação de que esteja bem, muito bem.
Tenho dúvidas, mas acredito que tudo poderá ficar bem se você ficar bem consigo mesmo.
Agora pense em você. Na sua saúde. Na sua vida, esteja sozinho ou não.
Sozinho? Será que ficará algum dia? Diga sim a mim e nunca isso acontecerá.
Adeus?

13 março, 2006

Canção folclórica portuguesa

Alecrim
Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti choram os meus olhos
Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti choram os meus olhos.
Ó meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do campo era o alecrim?
Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Ó meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do campo era o alecrim?

20 fevereiro, 2006

Alma

- O que a aflinge?
- Teus olhos, invejoso!
- Repita isso e serás excomungada... Rapariga dos diabos. Ah! Credo em cruz, Virgem Santa. Que Meu Senhor tenha piedade de vós.

...

- Repita comigo: "Meu Senhor, não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só Palavra e sereis salvo."
- Não. Não sou digna deste benção.
- Seja obediente! Rapariga fraca, impudica e torpe. Vamos! Não tenho todo o tempo para vós.

...

- Sentes algo?
- Ainda não. O que espera?
- Tens a petulância de me questionar? Rapariga dos diabos!
- Sinto que estou entorpecida... algo me deixa entorpecida.
- É sicuta. Logo morrerás... somente desta maneira me deixará quieto.
- Senhor Frade... cof, cof... como pôde?
- Que Meu Senhor a tenha em Seus braços...

21 janeiro, 2006

O bom lembrar das frestas azuis - Rebeca Rasel

O bom lembrar das frestas azuis
Rebeca Rasel


Um fluir atravessado;
Clareira azul
Que transborda os limites
Da sala opaca.

Irradiada; luz
Que protagoniza passos
Teus, distantes,
Em fuga quase.

Finito alento;
Encontros em ares
Feitos de pausa:
Vapor de despedida.

De largura imprecisa,
Suplementes de cor e
Sombra: farsa
De teu corpo; adeus.

Tardes assim não foram feitas para existir.

Dentro de mim existe um quase-mundo tolo
Desses em que o te pertencer apenas persiste:
Como uma placa qualquer de direção
Indicando uma rua ou uma esquina já conhecida.

Meus braços fracos, em um gesto curvo e bravo,
Tentam levar para longe o crepúsculo trêmulo de teus olhos
Ali, no espelho, a perceber o tanto de você que ainda há em mim.

Percebo que a ausência só existe como palavra
Porque o vazio teu é concreto e perceptível.

Volto então a me abrigar na sombra de tua pálpebra;
Tardes assim não foram feitas mesmo para te esquecer.

06 janeiro, 2006

Teu e meu

[Primeiro canto]

Nossos olhares se cruzaram
À noite
Escuro-clara
Sem devaneios
Chavão?
Vitória da Liberdade
Fraqueza da Solidão
Inveja da Preguiça
Daria-nos Satisfação?
Uma música
Um soneto
Um refrão

Dances
Dances
Dances comigo, dances!
Dances Paixão
Envolva-nos
Partes de corpos, alheios corpos
É o teu? É o meu?
Fomo-nos corpos, fomo-nos ritmo e toque
Toques
Toques
Meus lábios entre teus cabelos
Teus lábios entre meus desejos
Quisera sentir mais de teu toque
Ouvir mais de tua oração
Apenas uma?
Não pude
Estava inebriado
Junto ao teu peito
Teu e meu
Simplesmente

15 dezembro, 2005

Retorno

"Eu luto pela vida: um trabalho real, que vale a pena. Não tenho nenhum desejo de morrer, mas já vivi tão perto do morte e de suas conseqüências que a vejo agora como algo natural. Todos nós devemos morrer um dia, mas a morte sempre virá cedo demais para o homem ou a mulher que tem uma intensa sede de viver. Cada minuto que passa tem um significado, uma profundidade maior do que qualquer outra coisa, mesmo que pareça comum e rotineiro. Cada rajada de vento, cada canto da cigarra, cada revoada de pombos é como um poema.
Sei que os que trabalham pela justiça sempre terão o direito a seu lado e receberão a ajuda de Deus; estes irão prevalecer, e a verdade resplandecerá.
É melhor ser rico de espírito do que em bens materiais."¹
Marrianella García Villas*
* Marrianella G. Villas foi assassinada em 1983 por militares na república centro-americana de El Salvador. Jovem advogada, formou um comitê de direitos humanos para investigar casos de desaparecimento e tortura.
¹ Gaarder, Jostein [et all]. O Livro das Religiões. Trad. Isa Mara Lando. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

24 outubro, 2005

Realidade e Magia

O que se entende sobre a infância?

Mais uma vez eu tentei me enganar, mas não consegui. Não conseguiu entorpecer-me em seus braços, pois sua imaturidade não consentiu.
Engraçado como os sentimentos de pertença morrem com tanta facilidade! A falta de compromisso, de seriedade para com a amizade e tudo mais.
Pudera, eu sabia dos efeitos de meu entendimento desenfreado. Eu sabia dos riscos ao tentar harmonizar e ajudar a construir o seu mundo. Tudo bem! Foi um risco que preferi viver a ser covarde...

Sabe, sou capaz de acertar se imaginar que mesmo lendo inúmeras vezes estas linhas não entenderá no final a minha intenção. É sabida a razão: não sou mais criança e não vivo em um "mundo" mágico. Saiba que mesmo construindo um mundo mágico logo ele será destruído pela violência banalizada, pelo egoísmo humano (o mesmo que assola o seu caráter) e pelo amor (bobo e romântico). Destruição inevitável e certa, como a morte.

A infância pendura até o acúmulo de responsabilidade e compromisso social. Você é capaz de acumulá-los?
Com o seu fim, as pessoas ficam menos animadas para o acaso.
Por exemplo: As crianças que fazem parte de seu mundo fantástico serão adultas um dia, e assim como as outras que virão. E você? Quando enfrentará as dificuldades?
Ainda há tempo para pensar. As crianças nunca deixarão de procurar respostas sobre a vida que você não quis, em minha companhia, refletir. Mas eu paro por aqui este assunto, paro sim! Senão eu posso cometer injustiças.

Resolvi dificuldades em sua companhia: não cobiço o amor eterno-fútil (de aparências e insuflado pelo egoísmo). Ao contrário, agora estou certo das felicidades que poderei ter ao lado de outra pessoa. Não só de Paz vive o ser humano, mas de todas as Felicidades que pretende viver.
Em seu mundo (mágico) deverá existir poucas dificuldades, ao contrário do meu (real) . Será que nos veremos novamente? E onde nos encontraremos, no meu ou no seu mundo?

O que é tristeza se permito-me ser livre?
O que é solidão se possuo livros?
O que é mágico se não posso criar o hipotético?

Faço justiça: senti-me em paz com você. Obtive o que pretendi ao seu lado. Mas agora confesso que preciso de mais, além do que pôde me deixar. Preciso de paixão, de emoção e de conhecimento.

A estrela que brilhava em minha constelação se dispersou. O que importa uma estrela em um universo de astros e do infinito?
Entender a infância é ser justo. Saibamos ser justos com nós mesmo.
Adeus.

15 outubro, 2005

Adeus Estrela

Chegamos a um momento muito importante: o seu momento!
Egoísta, desejei você só para mim. Agora entendo que é do universo.

Não me arrependo de ter tentado mais uma vez ficar em Paz.
Não me arrependo de ter provado mais uma vez a Felicidade.
Não me arrependo de ouvir sua voz e de receber suas carícias.

Ajudou-me a não desesperar. Ajudou-me a estancar o sangue de antigas feridas.

Meu corpo agradece.
Minha alma agradece.
Meu ser agradece.

Em um universo de astros, a minha Estrela se dispersou.
Adeus Estrela!

02 outubro, 2005

Agora

Não me aborreço mais aos domingos.
Tenho razões? Talvez...

Talvez porque o céu não é mais cinza
e porque eu não preciso mais pensar em futilidades.

Talvez porque mesmo sem nome
o destino-pessoa me aguarda saudoso.

Talvez porque mesmo endemoninhado
eu tenha que aceitar os deuses e deusas.

Talvez porque após corroer meu tempo
e, esquecer a Felicidade,
eu tenha encontrado a Paz.

26 setembro, 2005

Conflitos e Paz

Entristecido confesso que o fim do meu domingo foi muito emocionante: por acompanhar o cinema real. Esperava que a tristeza estivesse muito distante de mim, entretanto, notei sua presença logo ao entardecer chuvoso. Muitas gotas de água caídas antecediam minhas lágrimas.

Assisti um filme chamado "Hotel Ruanda". Não contive as lágrimas. A guerra pela sobrevivência do humano, pela sobrevivência de vidas negras, me fez imaginar que o país em que vivo, apesar dos problemas sociais, ainda reserva paz. Em se tratando de paz, estive por muitas horas em seus braços, nesta manhã. Estive nos braços da Paz, sim!

É uma dinâmica pessoal, fundamentalmente, contraditória, ou melhor, os resultados concretizaram-se do conflito da paz e guerra, da tristeza e alegria, do prazer e não satisfatório, da força e entrega, e por fim, da vida e morte.
Obrigado história da negritude pela paz.

22 setembro, 2005

Sons de Maria, de Rita. Sons para o meu Coração

Preciso de ti, incessantemente
Preciso dos teus toques em meu peito
Preciso do teu olhar de Paz
Preciso do som de tua voz, vibrante voz em meus ouvidos

Preciso de ti
Preciso de tuas mãos
Preciso de ti, incessantemente

Hoje obtive o novo disco de Maria Rita...
O que mais posso querer de bom agora, após muitos desvios e desencontros afetivos?

Preciso de ti, incessantemente
Preciso dos teus toques em meu peito
Preciso do teu olhar de Paz
Preciso do som de tua voz, vibrante voz em meus ouvidos

Preciso de ti, mesmo que não tenha próximo
Preciso de ti,
Incessantemente.

18 setembro, 2005

Prazeres

Quantos prazeres pude sentir contigo ao meu lado hoje?
Uma enorme Paz os juntou.
Qual luar poderá testemunhar minha entrega em teus braços?
Que as nuvens estejam separando a invejosa Lua de nossos desejos satisfeitos.
Que a Lua não veja meu sorriso quando lembro de teus olhos me fitando.
Que a Lua não me amaldiçoe por notar que estou em paz.
Quantas vezes deverei confirmar a minha satisfação em beijar-te?
A culpa é tua, tua tão grande culpa.
Porque através de teu olhar a Paz me encobre completamente.
Você me tem, agora, para sempre em sua história de Vida.

11 setembro, 2005

Sabores Dominicais



Frutas são todas deliciosas
Melancia, kiwi e bananas
Mas exite uma, uma fruta especial: a pêra.

Humm! Como é gostosa a pêra, aquele pedaço que você se refestela.
Como é gostosa a pêra de boca
Como é gostosa a pêra de bochecha
Como é gostosa a pêra de barriga
Como é gostosa a pêra de pé.

Frutas são todas deliciosas
Melancia, kiwi e bananas
Mas exite uma, uma fruta especial: você.

Comemos frutas todos os dias, mas no domingo
No domingo só nosso
Comemos pêra.